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sábado, 19 de fevereiro de 2011

É presidenta, sim!

 O Brasil ainda está longe da feminização da língua ocorrida em outros lugares. Dilma Rousseff adotou a forma “presidenta”, que assim seja chamada.




Se uma mulher e seu cachorro estão atravessando a rua e um motorista embriagado atinge essa senhora e seu cão, o que vamos encontrar no noticiário é o seguinte: “Mulher e cachorro são atropelados por motorista bêbado”. Não é impressionante? Basta um cachorro para fazer sumir a especificidade feminina de uma mulher e jogá-la dentro da forma supostamente “neutra” do masculino.

Se alguém tem um filho e oito filhas, vai dizer que tem nove filhos. Quer dizer que a língua é machista? Não, a língua não é machista, porque a língua não existe: o que existe são falantes da língua, gente de carne e osso que determina os destinos do idioma. E como os destinos do idioma, e da sociedade, têm sido determinados desde a pré-história pelos homens, não admira que a marca desse predomínio masculino tenha sido incrustada na gramática das línguas.

Somente no século 20 as mulheres puderam começar a lutar por seus direitos e a exigir, inclusive, que fossem adotadas formas novas em diferentes línguas para acabar com a discriminação multimilenar.

Em francês, as profissões, que sempre tiveram forma exclusivamente masculina, passaram a ter seu correspondente feminino, principalmente no francês do Canadá, país incomparavelmente mais democrático e moderno do que a França.


Em muitas sociedades desapareceu a distinção entre “senhorita” e “senhora”, já que nunca houve forma específica para o homem não casado, como se o casamento fosse o destino único e possível para todas as mulheres. É claro que isso não aconteceu em todo o mundo, e muitos judeus continuam hoje em dia a rezar a oração que diz “obrigado, Senhor, por eu não ter nascido mulher”.

Agora que temos uma mulher na Presidência da República, e não o tucano com cara de vampiro que se tornou o apóstolo da direita mais conservadora, vemos que o Brasil ainda está longe da feminização da língua ocorrida em outros lugares.

Dilma Rousseff adotou a forma presidenta, oficializou essa forma em todas as instâncias do governo e deixou claro que é assim que deseja ser chamada.

Mas o que faz a nossa “grande imprensa”? Por decisão própria, com raríssimas exceções, como CartaCapital, decide usar única e exclusivamente presidente.

E chovem as perguntas das pessoas que têm preguiça de abrir um dicionário ou uma boa gramática: é certo ou é errado? Os dicionários e as gramáticas trazem, preto no branco, a forma presidenta. Mas ainda que não trouxessem, ela estaria perfeitamente de acordo com as regras de formação de palavras da língua.

Assim procederam os chilenos com a presidenta Bachelet, os nicaraguenses com a presidenta Violeta Chamorro, assim procedem os argentinos com a presidenta Cristina K. e os costarricenses com a presidenta Laura Chinchilla Miranda. Mas aqui no Brasil, a “grande mídia” se recusa terminantemente a reconhecer que uma mulher na Presidência é um fato extraordinário e que, justamente por isso, merece ser designado por uma forma marcadamente distinta, que é presidenta.



O bobo-alegre que desorienta a Folha de S.Paulo em questões de língua declarou que a forma presidenta ia causar “estranheza nos leitores”. Desde quando ele conhece a opinião de todos os leitores do jornal? E por que causaria estranheza aos leitores se aos eleitores não causou estranheza votar na presidenta?

Como diria nosso herói Macunaíma: “Ai, que preguiça…” Mas de uma coisa eu tenho sérias desconfianças: se fosse uma candidata do PSDB que tivesse sido eleita e pedisse para ser chamada de presidenta, a nossa “grande mídia” conservadora decerto não hesitaria em atender a essa solicitação. Ou quem sabe até mesmo a candidata verde por fora e azul por dentro, defensora de tantas idéias retrógradas, seria agraciada com esse obséquio se o pedisse.

Estranheza? Nenhuma, diante do que essa mesma imprensa fez durante a campanha. É a exasperação da mídia, umbilicalmente ligada às camadas dominantes, que tenta, nem que seja por um simples – e no lugar de um –a, continuar sua torpe missão de desinformação e distorção da opinião pública.
Escrito por Marcos Bagno, professor de Linguística na Universidade de Brasília.

Publicado originalmente na revista Carta Capital

Votação do Salário Mínimo e hipocrisia

A hipocrisia é uma característica humana bem presente em disputas de poder. O comportamento dos deputados na votação do Salário Mínimo, nesta semana, mostrou como o jogo político é feito.

O PMDB votou fiel ao governo, com todos os seus deputados. Traição zero. Para que? Para obter um monte de cargos ainda não preenchidos no governo.O PT teve 10 deputados que não votaram com o governo. É menos fiel ao governo do que o PMDB? Parece que não por ter estes 10 deputados sempre brigado pela defesa dos trabalhadores, terem origem sindicalistas. Eles estariam traindo a sua base eleitoral se não votassem na proposta da Central Única dos Trabalhadores de um Salário Mínimo de R$ 560,00.

O PDT que dirige o Ministério do Trabalho passou apertado. Mais de 25% dos seus deputados queriam um valor maior e votou contra a proposta do governo. A Força Sindical que boa parte segue cobrou deles alguma coerência. Ou eles seguiam o governo ou sua base eleitoral.

Os tucanos e os demos que tanto brigam pelo Salário Mínimo de R$ 600,00 não aprovam nas suas prefeituras nem nos seus governos este valor. Somente São Paulo banca valor igual e até maior.

O venerável senador de Minas, Aécio Neves, nunca bancou salário maior que o mínimo, quando foi governador por aqui. Agora, comanda seus deputados para exigir do governo federal o que ele não garante no seu quintal.

Então, ele poderia sugerir para o Anastasia para enviar à Assembléia projeto semelhante ao que ele defende.

“Nós, prefeitos, ficamos de cabelo em pé quando ouvimos pessoas que defendem o mínimo de R$ 600. Alguns estados mais ricos até podem arcar com este valor, mas seria um aumento incompatível para a maior parte do país. Em Minas, por exemplo, não temos condições de manter este teto, as prefeituras teriam um desequilíbrio em suas contas e podem até ter que demitir funcionários para não quebrar a Lei de Responsabilidade Fiscal”, explica José Milton (PSDB), presidente da Associação Mineira de Municípios e prefeito de Conselheiro Lafayete.

Olha bem quem dá essa declaração. É a maior liderança tucana dos municípios de Minas.

E se houver uma proposta de R$ 600 para o Salário Mínimo em Minas, como os deputados aecistas irão votar?

Estados ricos podem pagar R$ 600? E Minas é pobre? Disputa com o Rio de Janeiro o 2º PIB - Produto Interno Bruto do país. O salário mínimo do Rio, em 2010, foi de R$ 581,88.

Minas pobre é pras bandas do Jequitinhonha e Mucuri, onde esses mesmos governantes não tem a hombridade de investir.


sábado, 29 de janeiro de 2011

EU TB CONCORDO.

"No  futebol, o Brasil ficou entre os 8 melhores do  mundo e todos estão tristes.  
 Na  educação é o 85º e ninguém  reclama..."
 
    
EU  APOIO ESTA TROCA
    
   TROQUE  01 PARLAMENTAR POR 344  PROFESSORES  
 

O  salário de 344 professores que ensinam  =  ao  de 1 parlamentar que rouba
 
   
   Essa  é uma campanha que  vale a pena!  
  
   
Repasso  com solidária revolta!  

Prezado  amigo!

Sou  professor de Física, de ensino médio de uma  escola pública em uma cidade do interior da  Bahia e gostaria de expor a você o  meu  salário bruto mensal:  R$650,00  
  
 Eu  fico com vergonha até de dizer, mas meu salário  é R$650,00. Isso mesmo! E olha que eu ganho mais  que outros colegas de profissão que não possuem  um curso superior como eu e recebem minguados  R$440,00. Será que alguém acha que, com um  salário assim, a rede de ensino poderá contar  com professores competentes e dispostos a  ensinar? Não querendo generalizar, pois ainda  existem bons professores lecionando, atualmente  a regra é essa: O professor faz de conta que dá  aula, o aluno faz de conta que aprende, o  Governo faz de conta que paga e a escola aprova  o aluno mal preparado. Incrível, mas é a pura  verdade! Sinceramente, eu leciono porque sou um  idealista e atualmente vejo a profissão como um  trabalho social. Mas nessa semana, o soco que  tomei na boca do estomago do meu idealismo foi  duro!
Descobri que um  parlamentar brasileiro custa para o país R$10,2  milhões por ano...  São os parlamentares mais caros do mundo. O  minuto trabalhado aqui custa ao contribuinte  R$11.545.
Na  Itália, são gastos com parlamentares R$3,9  milhões, na França, pouco mais de R$2,8 milhões,  na Espanha, cada parlamentar custa por ano R$850  mil e na vizinha Argentina  R$1,3 milhões.

 
Trocando  em miúdos, um parlamentar custa ao país, por  baixo, 688 professores com curso superior  !


Diante  dos fatos, gostaria muito, amigo, que você  divulgasse minha campanha, na qual o lema  será:

'TROQUE  UM PARLAMENTAR POR 344  PROFESSORES'.

 
Repassar esta mensagem é  uma obrigação, é sinal de patriotismo, pois a vergonha que  atualmente impera em nossa política  está desmotivando o nosso povo e arruinando o nosso querido Brasil.
É o mínimo que  nós, patriotas, podemos fazer.

--
Nair Cardoso

José não existe. Por isso, o Congresso o ignora


José nasceu no Maranhão, mas mora no Piauí. Nesses Estados, os trabalhadores acabam fugindo do desemprego nas grandes cidades e da falta de condições para cultivar sua própria terra para outros lugares movidos por histórias de serviço farto. José deixou sua casinha em uma favela na periferia da capital Teresina e foi se aventurar no Sul do Pará para tentar dar melhores condições de vida à sua esposa e ao seu filho de quatro meses. Logo chegando, perdeu um dedo da mão ao cortar madeira. “Me deram duas caixas de comprimido: uma para desinflamar e outra para tirar a dor”, conta. Além disso, só um cala a boca. Depois, foi limpar o pasto para o gado e levantar cercas. O “gato” (contratador de mão-de-obra que faz a ponte entre o empregador e o peão) havia o encontrado na rodoviária quando estava passando fome e prometido um bom emprego. Bom emprego… A carne que lhe era dada estava podre, casa de vermes. O pagamento do salário ficava na promessa havia dois meses. Só o trabalho, que lhe comia a mão de tanto aplicar veneno sem proteção, era uma certeza diária. Se não tivesse sido libertado pelo governo federal naquele momento, ia se afogar no seu próprio suor em comemoração ao seu 17º aniversário alguns dias depois.
Tirei esta foto de José tempos atrás, durante a operação de fiscalização que o resgatou. Hoje se comemora o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo. Assim como ele, quase outras 40 mil pessoas já foram retiradas dessas condições desde 1995. Muito se fez para combater o problema, mas muito falta a ser feito. Por exemplo, combater de forma eficaz a pobreza, garantindo acesso a serviços públicos e a oportunidades e não apenas se preocupando com a renda.
E o pior de tudo é ter que ouvir, ano após ano, da boca de nobres deputados federais e senadores, que José não existe. E, por isso, aprovar leis sobre o tema (como a que confisca terras em que esse crime for encontrado) é um fato completamente insano. Coisa de louco.

Fonte: Blog do Sakamoto

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

AVC- O que é isso?

Um AVC é, antes de mais, um Acidente Vascular Cerebral, ou seja, é uma patologia associada a alterações nos vasos do cérebro.

Estas alterações são de 2 tipos: isquémicas e hemorrágicas.

As primeiras implicam uma redução no fluxo sanguíneo cerebral. Esse fluxo é importante porque permite transportar para o cérebro oxigénio e nutrientes essenciais ao funcionamento das células que o constituem. Se esse fluxo é reduzido ou interrompido, as células cerebrais deixam de receber esses elementos essenciais e acabam por morrer.

As alterações hemorrágicas correspondem a alterações da permeabilidade dos vasos sanguíneos cerebrais ou mesmo a ruptura dos mesmos. Assim, há saída de sangue desses vasos provocando a formação de um aglomerado de sangue que comprime as estruturas cerebrais, alterando o seu funcionamento.

Quando isto acontece as funções desempenhadas pelo grupo de células que morreu perdem-se e o indivíduo tem aquilo que se chamam sinais neurológicos, ou seja, manifestações da falta dessas mesmas funções. Existem tantas manifestações quantas as funções do cérebro por isso não vão ser descritas aqui.

 

Porque é que o AVC acontece?


Depende do tipo de AVC que estamos a falar.

No caso do AVC isquémico existem 2 causas principais: a trombose e a embolia. A trombose acontece quando uma artéria por qualquer razão vai ficando cada vez mais estreita e acaba por se ocluir (a razão mais frequente é a aterosclerose). A embolia acontece quando algo que circula na corrente sanguínea chega a uma artéria com menor calibre e a oclui (mais frequentemente trata-se de coágulos de sangue que se formam nas artérias fora do cérebro ou no coração). Existem outras causas mas são menos frequentes e não serão discutidas aqui.

No caso do AVC hemorrágico as 2 causas mais importantes são: traumatismo craniano e a existência de alteração das artérias, nomeadamente aneurismas, malformações arterio-venosas, mas mais frequentemente alterações causadas pela existência de hipertensão arterial.

 


Quais são os factores de risco de AVC? 


Idade (acima dos 50-60 anos)

Sexo masculino (embora seja mais frequente nos homens, nas mulheres há mais mortalidade)

História de AVC na família mais próxima

Hipertensão arterial

Diabetes

Hiperlipidémia (“gorduras no sangue”)

Tabagismo

Alcoolismo (especialmente no caso do AVC hemorrágico)

Anticonceptivos orais (“pílula”)

 

O que é que me pode proteger de ter um AVC? 


Exercício físico regular de intensidade moderada pelo menos 3 vezes por semana

Consumo de pequenas quantidades de bebidas alcoólicas, especialmente o vinho tinto (só para o AVC isquémico, no caso do hemorrágico devem-se evitar completamente as bebidas alcoólicas)

Dieta rica em peixe, cálcio e potássio

Controlar os factores de risco acima descritos

Seguir os conselhos do seu médico, especialmente no caso de ser hipertenso, diabético ou ter problemas de coração.

 

Bibliografia utilizada:
Braunwald et al: Harrisson’s Principles of Internal Medicine. 15ª edição. McGraw-Hill.
Ferro JM, Verdelho A. Epidemiologia, factores de risco e prevenção primária do AVC. Pathos Julho/Agosto 2000; 7-15.

Pessoas distraídas são mais criativas do que as concentradas

Quem diria: se distrair pode ser a melhor maneira de resolver um problema difícil de forma criativa.

"Distração" costumava ter uma conotação negativa em estudos médicos; por exemplo, pesquisas que mostram o maior risco de causar um acidente de carro ao se distrair falando ao celular.

Mas trabalhos recentes têm demonstrado que a distração está vinculada à criatividade, especialmente na hora de resolver problemas complexos.

Só que até certo ponto: em excesso, distração combina com esquizofrenia -um distúrbio psíquico que pode incluir alucinações, delírios e fuga da realidade.

Como a distração ajuda a ser criativo e produzir soluções? Para muita gente, a prática de "dar um tempo", "fazer uma pausa no trabalho", costuma fazer a resposta para um problema surgir de repente, como mágica.

É só assistir ao seriado "House" (Universal) para entender como funciona. O médico Gregory House e sua equipe são escalados para diagnosticar e tratar apenas os casos mais cabeludos.

O enredo tem uma fórmula básica. Eles passam três quartos do programa raciocinando logicamente sobre sintomas, tratamentos e causas de doenças. Mas só no fim do episódio, quando House se distrai ou tem a atenção chamada para algo bizarro, que uma resposta "clica" no seu cérebro.

EVOLUÇÃO

Ignorar estímulos irrelevantes ao nosso redor é uma conquista da evolução biológica. Um animal que presta atenção a tudo e caminha pelos prados distraído acaba não percebendo o predador até que seja tarde demais. Essa capacidade de abstrair o ruído inútil é chamada de inibição latente.

Esquizofrênicos têm inibição latente muito reduzida; prestam atenção a tudo, e por isso, paradoxalmente, fogem da realidade. Mas esse traço também caracteriza pessoas
saudáveis e altamente criativas.

Um estudo feito pela equipe de Fredrik Ullén, do Instituto Karolinska, da Suécia, publicado na revista científica "PLoS One", apontou que os cérebros dos esquizofrênicos e o dos
criativos têm um sistema semelhante do neurotransmissor dopamina.

Produzida em várias partes do cérebro, a dopamina tem funções na transmissão do impulso elétrico entre as células nervosas, notadamente na cognição, motivação e nos
mecanismos de punição e recompensa.

"A teoria da dopamina e esquizofrenia vê o distúrbio como uma forma extrema de criatividade", diz Adam Galinsky, da Escola Kellogg de Administração da Universidade Northwestern, EUA.

O pesquisador explica que a dopamina tende a alterar processos cognitivos, de modo que as associações são mais soltas e as categorias conceituais são ampliadas. "Isso pode facilitar a criatividade, mas também levar a padrões de pensamento desorganizados e anomalias de percepção."

Galinsky e colegas fizeram testes de associação com 94 voluntários que tinham que identificar uma quarta palavra vinculada a três outras. Alguns passavam por distrações, outros não. Os distraídos identificaram sequências de letras como palavras válidas mais rápido.

O estudo foi publicado na revista "Psychological Science" e afirma que o processo de solução de problemas inclui tanto a distração quanto um período de pensamento consciente, sem o qual o problema não tem como ser racionalmente resolvido.

RADAR

Estudos feitos com universitários nos EUA e no Canadá pela equipe de Shelley H. Carson, do Departamento de Psicologia de Harvard, mostraram que aqueles que se distraem facilmente, com o "radar ligado" para tudo em torno, são mais criativos: os mais criativos tinham sete vezes menos inibição latente.

O estudo original, publicado em 2003, foi replicado depois. "Dois outros laboratórios testaram a baixa inibição latente e descobriam que está associada com criatividade. Nós também estamos continuando os testes", afirma Carson.

"Há um corpo substancial de pesquisa que indica que a esquizofrenia está associada com inibição latente baixa e também com deficits na memória de trabalho", continua o pesquisador.

Para Carson, comentando o estudo de Galinsky, a pessoa criativa é capaz de permitir, temporariamente, que o excesso de distrações seja canalizado em percepção consciente, para fazer conexões entre os estímulos.

"Mas a pessoa tem a capacidade de alternar entre estados do cérebro para exercitar maior controle cognitivo e realmente formular e acessar essas conexões", afirma o pesquisador.

Fonte: Folha.com

O mais pequeno vertebrado do mundo vive na Indonésia

O animal vertebrado mais pequeno do mundo foi descoberto na ilha de Samatra, na Indonésia. O «recordista» é um peixe com 7,9 milímetros de comprimento.
O «Paedocypris progenetica» é um peixe da família da carpa mas de dimensões muito mais reduzidas. Os espécimes adultos medem entre 7,9 e 8.6 milímetros de comprimento, consoante se tratem de fêmeas ou machos.
Apesar do seu tamanho minúsculo, o peixe possui barbatanas pélvicas com músculos excepcionalmente grandes que usa para agarrar a fêmea durante o acasalamento, asseguram os investigadores.
Os «Paedocypris progenetica» caracterizam-se ainda por ter um corpo transparente, quando adultos, o que lhes dá a aparência de uma larva, e por viverem em águas escuras, cem vezes mais ácidas do que a água da chuva.
A escassez de alimentos não parece preocupar estes espécimes que, dado o seu tamanho, se saciam com uma pequena quantidade de plâncton. Os investigadores acreditam que com a destruição do seu habitat já se tenham perdido várias populações deste tipo de peixes, mas acalentam a esperança de ainda terem tempo para investigar mais sobre a espécie.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Lançamento do DISQUE-DENÚNCIA no Vale do Jequitinhonha

Diário do Jequi Denuncie! Disque 181 e contribua com a segurança.
Solenidade de lançamento do DDU 181 ocorreu na Câmara Municipal de Almenara
Na manhã de ontem, 16, o 44º Batalhão da Polícia Militar e a 3ª Delegacia Regional da Polícia Civil realizaram em conjunto o lançamento do DISQUE-DENÚNCIA UNIFICADO – 181, importante ferramenta de combate à violência na região do Vale do Jequitinhonha.
O Comandante do 44º BPM, Ten Cel Romido Scheffer, e o Delegado Regional da 3ª DRPC, Dr. Gustavo Adélio Lara Ferreira, reuniram-se com a comunidade almenarense realizando uma solenidade na Câmara Municipal de Almenara. Anteriormente, o Comandante juntamente com o Delegado Regional participaram de uma entrevista na Rádio Almenara difundindo o 181. No mesmo momento, policiais militares e civis faziam conjuntamente distribuição de panfletos sobre o DISQUE-DENÚNCIA UNIFICADO (DDU).
O QUE É O DISQUE-DENÚNCIA?
A sociedade tem uma importante ferramenta nas mãos para combater a violência: O 181 Disque-Denúncia. Um serviço unificado do Governo de Minas em conjunto com o Corpo de Bombeiros, Polícia Civil, Polícia Militar e parceria com o Instituto Minas Pela Paz, preparado para receber informações sobre crime e sinistros, processá-las e dar respostas rápidas à população.
O foco desse novo serviço é o atendimento de denúncias anônimas que resultem em investigação, e não o atendimento de ligações emergenciais, como é feito através do 190, 193 e 197. Também não são objetivos do serviço denúncias de desvio de conduta, que continuarão sendo recebidas pela Corregedoria.
COMO O DISQUE-DENÚNCIA FUNCIONA?
O cidadão faz a denúncia por telefone e recebe uma senha para o acompanhamento da investigação. As informações são registradas no sistema e encaminhadas a uma mesa composta por três analistas (um da Polícia Civil, um da Polícia Militar e um do Corpo de Bombeiros Militar). Esses profissionais analisam e classificam a denúncia, adicionam outras informações que possam auxiliar na solução do caso e as enviam para a unidade responsável pela ocorrência.
As investigações são iniciadas e as informações sobre resultados e providências adotadas retornam à mesa de análise, que filtra os dados e os disponibiliza no sistema. Assim, o cidadão que retornar a ligação com a senha em mãos pode receber, sem se identificar, informações sobre o processo iniciado com a sua denúncia.

Fonte: Assessoria de Comunicação Organizacional do 44º Batalhão de Policia Militar
Autor: Henrique Santos Araujo, Sd PM

Almenara: Linha aérea pode ser implantada

Na última quarta-feira, 08.12, ocorreu na Câmara Municipal de Almenara, no Baixo Jequitinhonha, uma reunião para discutir a possibilidade da implantação de uma linha aérea para ligar Almenara e região a Belo Horizonte. Outras possibilidades também foram discutidas, como a viabilidade de extensão da linha até Porto Seguro, no jequitinhonha baiano, no sul da Bahia.

A microregião do Baixo Jequitinhonha, onde está localizado Almenara, possui 18 municípios, com cerca de 248 mil habitantes, tendo um movimento econômico substancial com destaque para o agronegócio, pecuária, mineração, comércio e serviços. Só o município de Almenara, com mais de 38 mil habitantes, tem 5 empresas de transportes terrestres que conduzem, em tese, uma média de 200 passageiros a BH, todos os dias.

Nas décadas de 50 e 60 e início da década de 70, havia linhas aéreas na cidade, mas devido a má qualidade e falta de manutenções na pista do aeroporto o município foi perdendo essas linhas. Hoje, o aeroporto municipal Cirilo de Queiroz sofreu uma grande reforma, ampliando sua pista tanto no comprimento quanto na largura, além de diversos outros investimentos.

Para uma empresa aérea iniciar seus vôos depende de diversos fatores como: disponibilidade de aeronaves, fluxo de passageiros, autorização da FAB (Força Aérea Brasileira) e retorno financeiro. A empresa TRIP Linhas Aéreas estará analisando as propostas e sugestões.

"Não justifica ter uma estrutura tão boa e não ter uma linha aérea. A nossa sugestão é que a rota a ser seguida seja Almenara, Nanuque, Governador Valadares e Belo Horizonte", disse Fabiany Ferraz, Prefeita de Almenara. Nanuque e Valadares foram apontadas como pontos de escala.


Um documento foi elaborado e enviado à TRIP Linhas aéreas como proposta a ser implementada.
Estiveram presentes na reunião: Fabiany Ferraz, Prefeita de Almenara; Roberto Botelho, Prefeito de Jequitinhonha; Wilmar Matos, Vice-Prefeito de Almenara; Ten Cel Romildo Scheffer, Comandante do 44º Batalhão de Polícia Militar; Dr. Gustavo Ferreira, Delegado Regional de Policia Civil; Diciola Lacerda, Diretora da Superintendência Regional de Ensino;
Rossine de Oliveira, Gerente da Caixa Econômica Federal; Flávio de Paula, Gerente do Bradesco; Neilton Carlos, Cemig; Giovani de Moura, representante do IEF-Almenara; Francisco Guimarães, Rotary Club - Almenara; Nicacio Prates, Loja Maçonica Torre de Vigia; Geraldo Pinto, EMATER/MG-Almenara; Iracy Lacerda, Sicoob Cred Vale; José Geraldo Alcantara, do CDL Almenara
; André Araujo da Silva, INSS.

Com informações do Diário do Jequi, de Almenara

PROERD realiza formaturas do 3.500 crianças

Segundo a PMMG, o Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência se destacou no Baixo Jequitinhonha A Polícia Militar de Minas Gerais finalizou nesta última semana a realização das formaturas do Proerd - Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência. As formaturas foram realizadas em 8 municípios e três distritos do Baixo Jequitinhonha. Os eventos ocorreram nas cidades de Almenara, Felizburgo, Mata Verde, Monte Formoso, Palmópolis, Rio do Prado, Rubim e Salto da Divisa. No total, foram 3500 crianças formadas no Pograma Educacional de Resistência às Drogas e à Violência neste segundo semestre pelo 44º Batalhão da Polícia Militar.

O PROERD é um programa educacional que tem por objetivo prevenir o uso indevido de drogas e combater a violência entre jovens e adolescentes. As aulas são ministradas por policiais militares fardados que, auxiliados por uma cartilha especial, ensinam às crianças como reforçar a auto-estima, lidar com as tensões, resistir às pressões do ambiente, além de aprimorar o espírito de cidadania.


Fonte: Diário do Jequi, de Almenara