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quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Número de Defensores Públicos não é suficiente para atender a população


“O serviço não existe nos bolsões de pobreza, onde é mais necessário. “É o caso do Vale do Jequitinhonha e o Vale do Mucuri onde há carência muito grande de defensores públicos.”
Todo brasileiro que ganha até três salários tem direito a assistência jurídica de graça. Esse atendimento é feito pela Defensoria Pública. Ela é muito usada para ações sobre pensão alimentícia, separação e reconhecimento de paternidade. O problema é que faltam defensores para tanto trabalho. Há muita gente esperando soluções que só a Justiça pode dar. É assim em quase todas as cidades que têm Defensoria Pública, a assistência jurídica, de graça, para quem ganha até três salários mínimos.

O estado de Goiás é um dos que tem defensoria criada por lei, mas que na pratica ainda não existe. De acordo com o Ministério da Justiça, essa é uma situação comum. Só quatro em cada dez cidades oferecem esse serviço.

O número de profissionais também é pequeno. Para atender a população que não tem condições de pagar advogado, seria preciso dobrar a quantidade de defensores públicos no país.

A vigilante Sandra Mara Ramos da Silva mora em Luziânia. Ela e o marido sofreram um grave acidente de carro e só conseguiram uma vaga para ele em uma UTI, porque buscaram ajuda da defensoria de Brasília, a 60 quilômetros da cidade. “Eu acho que é uma falta de consideração com a gente, porque foi uma luta danada para conseguir dinheiro, para conseguir chegar na Defensoria Pública lá em Brasília, porque aqui não tem”.

Onde tem defensoria é comum o acúmulo de processos. Apenas metade dos cargos existentes em Belo Horizonte está ocupada. O serviço não existe nos bolsões de pobreza, onde é mais necessário. “É o caso do Vale do Jequitinhonha e o Vale do Mucuri onde há carência muito grande de defensores públicos”, explica Marolinta Dutra, chefe de gabinete da Defensoria Pública de MG.

Dez mil atendimentos são feitos por mês em Sergipe. Um trabalhão para apenas 79 defensores públicos, que atuam em 17 dos 75 municípios do estado. A solução seria aumentar o quadro de defensores pra no mínimo 150. “O que precisa mesmo é que o estado, o poder público no lugar onde coloca o juiz, no lugar onde coloca o promotor, tem que colocar também o defensor público para a defesa dos direitos do cidadão”, afirma Raimundo Veiga, defensor geral de Sergipe.
Por Giovana Teles - Jornal Hoje, com dica atenta de Bernardo Vieira, do Blog do Jequi

Micareta em Almenara: IVETE SANGALO confirmada


Expectativas giram em torno da Micareta de Almenara 2012Já imaginou esses dois na Micareta?
Almenara realiza a maior micareta de rua de Minas Gerais. Em 2012 a atração mais aguardada é a cantora das multidões Ivete Sangalo.
Há muito tempo se fala na participação de Ivete no micareta de Almenara.
Agora é oficial! A grande atração já está sendo anunciada pelos organizadores.
Segundo levantamento oficial, mais de 50 mil pessoas pulam no circuito da folia (Avenida Olindo de Miranda).
O Radar do Vale foi um dos primeiros sites à divulgar a atração. A Informação não pára! Não é oficial, mas podemos ter um grande dueto no mica desse ano. O cantor Tomate (Ex-Rapazolla) também poderá fazer parte da festa. O Cantor é super querido pelos almenarenses, desde a sua época de Rapazolla.
Só lembrando que o micareta de Almenara acontece sempre no mês de janeiro, comemorando o aniversário da cidade. E é um dos maiores e melhores micaretas de Minas e do Brasil.

AVENIDA OLINDO DE MIRANDA COMPLETAMENTE LOTADA PELOS MICARETEIROSFonte: Radar do Vale

Araçuaí: Concurso Público da Prefeitura terá 132 vagas


A Prefeitura de Araçuaí, no Médio Jequitinhonha, nordeste de Minas, abriu concurso público para preencher 132 vagas. A remuneração via de R$ 545,00 até R$ 3.684,11, com carga horária entre 20 e 40 horas semanais, dependendo do cargo.Vista parcial da cidade, banhada pelo rio Araçuaí
Às pessoas portadoras de necessidades especiais é assegurado o direito de se inscrever neste concurso público, desde que as atribuições do cargo pretendido não sejam incompatíveis com a deficiência de que são portadoras, e a elas serão reservados 5% das vagas para cada cargo/especialidade.
CargosAdvogado, Administrador de Empresas, Agente Administrativo, Artífice de Manutenção, Artífice de Serviços e Obras Públicas, Assistente Administrativo, Assistente de Serviço Escolar, Assistente Social, Auditor, Auxiliar de Enfermagem, Auxiliar de Serviços e Obras Públicas, Auxiliar de Serviços Gerais, Bibliotecário, Contador, Enfermeiro, Farmacêutico – Bioquímico, Fiscal de Tributos Municipais, Fiscal Sanitário, Fisioterapeuta, Medico, Motorista, Odontólogo, Operador de Máquinas, Pedagogo, Pregoeiro, Professor, Psicólogo, Servente Escolar, Técnico em Enfermagem, Técnico em Higiene Dental, Terapeuta Ocupacional e Topógrafo.
Inscrição
As inscrições serão realizadas através do endereço eletrônico http://www.seapconcursos.com.br/
, das 08:30 do dia 20 de dezembro de 2011 ao dia 20 de janeiro de 2012, às 21:00 h.
As taxas de inscrições são de: Nível fundamental: R$ 40,00 e 50,00; Nível médio: R$ 40,00 e 50,00; Nível superior: R$ 50,00 e 80,00.
ProvasAs provas teóricas serão realizadas no dia 26 de fevereiro de 2012. O concurso público consistirá na aplicação das seguintes provas: objetivas, práticas, aptidão física e de títulos para os cargos de nível superior.O diferencial deste concurso em relação aos outros da região do Vale do Jequitinhonha é que o conteúdo das provas terá questões sobre o Município de Araçuaí, o que favorece candidatos moradores da cidade e vizinhanças.

Os títulos/certificados autenticados deverão ser entregues no ato da inscrição, para o caso de inscrição presencial em envelope lacrado. Poderão ser encaminhados via correios por sedex ou carta registrada com AR, para o endereço da empresa realizadora deste certame: SEAP - Serviço Especializado em Administração e Projetos Ltda, rua Tupis, 485 – sala 114, Centro, Belo Horizonte – MG - CEP 30190-060.

A prova objetiva está prevista para ser realizada no dia 26 de fevereiro de 2012, em locais e horários a serem divulgados, na Prefeitura de Araçuaí e no site http://www.seapconcursos.com.br/,
, a partir do dia 17 de fevereiro de 2012.

O gabarito da prova objetiva será publicado pela SEAP, um dia após a realização das provas, no Quadro de Avisos da Prefeitura e através do site www.seapconcursos.com.br.

A prova prática de trânsito e o teste de aptidão física será divulgada na Prefeitura de Araçuaí e no site www.seapconcursos.com.br, a partir do dia 11 de abril de 2012.
ValidadeO prazo de validade do concurso público é de 2 anos, contados da data da homologação do seu resultado final, podendo ser prorrogado por igual período, uma única vez a critério da administração pública.

Veja o Edital aqui: concurso.araçuai.seapconcursos

Fonte: K-iau Serviços, Blog do Jequi e PCI Concursos

terça-feira, 8 de novembro de 2011

40 cidades do Vale são contempladas com Academias da Saúde


Programa do Ministério da Saúde quer morte por doenças devido ao sedentarismo Lançada em abril, a estratégia da Academia da Saúde estimula a criação de espaços adequados para a prática de atividades físicas e lazer. Apenas 15% dos adultos são ativos no tempo livre
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou os municípios que serão contemplados pelo Programa Academia da Saúde, que estimulam a criação de espaços adequados para a prática de atividades físicas e lazer. Em todo o Brasil, foram selecionados 2 mil polos que serão instalados em 1.828 municípios. Para Minas, serão destinadas 310 unidades, em 289 municípios.

O anúncio foi realizado durante a 11ª Mostra Nacional de Experiências Bem-Sucedidas em Epidemiologia, Prevenção e Controle de Doenças (Expoepi). De acordo com o estudo Vigitel 2010, 16,4% dos brasileiros são sedentários e apenas 15% dos adultos são ativos no tempo livre.

“As Academias da Saúde são mais do que espaços públicos de lazer: trata-se de meios de acesso às práticas corporais pela maioria da população, com impacto direto na qualidade de vida e na saúde das pessoas”, ressalta o ministro. Padilha observa que a construção desses espaços é uma das estratégias do governo federal para a promoção da saúde, prevenção de enfermidades e redução de mortes prematuras por Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) – medidas previstas no Plano de Ações Estratégicas para Enfretamento das DCNT.

Lançado em agosto, tem como meta a redução de 2% ao ano das mortes prematuras por essas doenças. O objetivo é alcançar melhorias em indicadores relacionados ao tabagismo, álcool, sedentarismo, alimentação inadequada e obesidade.

Os polos do Programa Academia da Saúde são espaços públicos construídos para a prática de atividade física. As atividades devem estar ligadas aos serviços de atenção básica. Lançada no último mês de abril, a estratégia Academia da Saúde estimula a criação de espaços adequados para a prática de atividades físicas e lazer, a exemplo de iniciativas bem sucedidas realizadas em cidades como Aracaju, Belo Horizonte, Curitiba, Recife e Vitória. Os secretários de saúde destes municípios receberam, durante a Expoepi, uma homenagem do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
SEDENTARISMO E OBESIDADE 
De acordo com o estudo Vigitel 2010, 16,4% dos brasileiros são sedentários; ou seja, pessoas que não fazem nenhuma atividade física no tempo livre, nem mesmo nos deslocamentos diários ou em atividades como a limpeza da casa ou outros tipos de trabalho. A pesquisa também mostra que, nos períodos de lazer, 25,8% dos brasileiros passam três ou mais horas em frente à TV, durante cinco ou mais vezes por semana.
Além disso, apenas 15% dos adultos são ativos no tempo livre, com maior proporção entre homens (18,5%) na comparação com as mulheres (12%) e existe diferença importante em relaçao a escolaridade, 12% da populaçao com menos escolaridade é ativa e 20% da populaçao com 12 anos ou mai s de escolaridade é ativa, mostrando a importancia de investir em espaços que promova m atividade física para ampliar o acesso da populaçcoa de baixa renda. A Organização Mundial de Saúde recomenda a prática de 30 minutos de atividade física, durante cinco ou mais dias por semana.

Outro indicador preocupante se refere ao sobrepeso e à obesidade. O Vigitel 2010 mostra que 48% dos brasileiros estão acima do peso e, desses, 15% são obesos. “A obesidade é, em geral, consequência de alimentação inadequada e inatividade física, o que pode levar ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares e diabetes, por exemplo”, alerta Deborah Malta.

SAÚDE BRASIL – Durante a Expoepi, como ocorre em todos os anos, são lançadas publicações relacionados ao segmento. Um dos destaques é a edição 2010 do Saúde Brasil – uma análise geral da situação de saúde do brasileiro, desde o nascimento até a morte. A obra, produzida pela Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde, apresenta indicadores demográficos e epidemiológicos e demonstra tendências que poderão subsidiar a definição de novas ações estratégicas e políticas públicas de saúde.

A EXPOSIÇÃO – A Expoepi é promovida pela SVS do Ministério da Saúde, com o objetivo de dar visibilidade às ações de Vigilância em Saúde e discutir aspectos relevantes para o aprimoramento da área. O encontro mobiliza trabalhadores do SUS de todas as regiões e estados. Este ano, está prevista a participação de 2,5 mil profissionais de saúde da rede pública.

A participação ativa de representantes e trabalhadores do SUS no encontro reflete a incorporação crescente da epidemiologia no planejamento, na análise e na reorientação das ações de vigilância, prevenção e controle de doenças e agravos em saúde pública. Além disso, reafirma a valorização dos profissionais empenhados em monitorar e promover a saúde, prevenir doenças e agravos e melhorar a qualidade de vida da população brasileira.

Durante a Expoepi serão premiadas produções técnico-científicas de profissionais da rede pública que contribuíram para o aprimoramento das ações de Vigilância em Saúde por meio de trabalhos de pós-graduação. Os vencedores recebem prêmios de R$ 3 mil (especialização), R$ 6 mil (mestrado) e R$ 9 mil reais (doutorado). Ao todo serão premiados três trabalhos, um em cada categoria de pós-graduação, no valor total de R$ 18 mil.
A participação ativa de representantes e trabalhadores do SUS no encontro reflete a incorporação crescente da epidemiologia no planejamento, na análise e na reorientação das ações de vigilância, prevenção e controle de doenças e agravos em saúde pública. Além disso, reafirma a valorização dos profissionais empenhados em monitorar e promover a saúde, prevenir doenças e agravos e melhorar a qualidade de vida da população brasileira.

Durante a Expoepi serão premiadas produções técnico-científicas de profissionais da rede pública que contribuíram para o aprimoramento das ações de Vigilância em Saúde por meio de trabalhos de pós-graduação. Os vencedores recebem prêmios de R$ 3 mil (especialização), R$ 6 mil (mestrado) e R$ 9 mil reais (doutorado). Ao todo serão premiados três trabalhos, um em cada categoria de pós-graduação, no valor total de R$ 18 mil.
 
Municípios do Vale do Jequitinhonha contemplados:
Baixo Jequitinhonha
Almenara, Divisópolis, Felisburgo, Jacinto, Jequitinhonha, Joaíma, Mata Verde, Monte Formoso, Palmópolis, Pedra Azul, Rio do Prado, Rubim, Salto da Divisa, Santo Antônio do Jacinto.
Médio JequitinhonhaAraçuaí, Berilo, Caraí, Chapada do Norte, Francisco Badaró, Itaobim, Jenipapo de Minas, José Gonçalves de Minas, Medina, Novo Cruzeiro, Ponto dos Volantes, Virgem da Lapa.Alto JequitinhonhaAngelândia, Aricanduva, Capelinha, Coluna, Couto de Magalhães de Minas, Felício dos Santos, Gouveia, Itamarandiba, Leme do Prado, Minas Novas, Presidente Kubitschek, Senador Modestino Gonçalves e Serro
 
Portal da Saúde

Drogas: as cracolândias do Vale do Jequitinhonha

Drogas: as cracolândias do Vale do Jequitinhonha
Cidades do Vale do Jequitinhonha têm locais onde os viciados em crack se reúnem para consumir a droga. Outro problema é a presença ameaçadora dos traficantes.
Praticamente todas as capitais brasileiras têm uma cracolândia, local onde os viciados se encontram para comprar e consumir a droga. Em São Paulo, ela fica na Região Central da cidade, nas proximidades da Estação da Luz.
A novidade é que os pequenos municípios do interior, mesmo os de regiões de população empobrecida, já têm cracolândia. É o caso de Araçuaí – de 36 mil habitantes, Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,687, a 678 quilômetros de Belo Horizonte, no Vale do Jequitinhonha.

Em Araçuaí, a cracolândia fica na beira do rio, no meio do lixo que a população deposita no local.
De acordo com os moradores, a parte mais carente da cidade, às margens do Rio Araçuaí, conhecido como “Buraco do Bicudo”, é usada toda noite pelos viciados em crack. Junto ao local, o esgoto da cidade é despejado no rio sem tratamento. O mau cheiro, o lixo e todo tipo de sujeira espalhada pelos arredores não incomodam os frequentadores. O lugar também parece dominado pelo tráfico e a população, amedrontada, prefere o anonimato ao falar sobre o problema do consumo de drogas na área, evitando se expor.

“Vejo aí meninos de15, 14 e até de 13 anos. A gente já se acostumou com isso, pois não podemos fazer nada para mudar esta situação”, diz uma vizinha, que não se identificar. Outra moradora reclamou que sua casa virou um inferno por causa dos frequentadores indesejáveis do terreno na beira do rio. “Tem noite que a gente nem consegue dormir direito. por causa do barulho que aprontam”, disse a mulher, que também não quis se identificar.

Enquanto o repórter conversava com uma moradora, na casa dela, um rapaz, usando bermuda, sem se identificar, foi até o carro usado pela equipe, que estava parado na rua, e perguntou ao motorista quem eram aqueles estranhos e o que queriam ali. Em seguida, disse que não era recomendável que os visitantes permanecessem no local por muito tempo.

Pobres estão à mercê do vício no Vale do Jequitinhonha
Em Itaobim, a 70 quilômetros de Araçuaí, existem vários locais, nas áreas mais pobres da cidade, que passaram a ser dominados pelo tráfico. O problema mais sério no município é a formação de gangues de adolescentes e jovens, resultado do consumo da droga. “Estamos apurando denúncias de que pais estão retirando os filhos da escola e mudando de endereço, com medo da violência e das drogas”, informa Aparecida de Cássia Gil Santos, presidente do Conselho Tutelar de Itaobim.

Democratização do mal
O subscretário Estadual de Políticas sobre Drogas, Clóves Benevides, reconhece que o crack se expandiu para o interior. “Percebemos que há uma migração das drogas, que já chega aos municípios menores. É uma espécie de democratização do mal, atingindo grandes e pequenas cidades”, afirma. Segundo ele, o Estado atua em duas frentes, na repressão ao tráfico e na recuperação dos dependentes químicos, com destaque para o programa “Aliança pela Vida”, que repassa R$ 900 para famílias carentes que tem pessoas em tratamento contra o vício.

Fonte: Luiz Ribeiro - Estado de Minas, da Sucursal de Montes Claros

Drogas: Crianças e jovens pobres são dominados pelo crack no Vale do Jequitinhonha


PONTO DOS VOLANTES – Aos prantos, a doméstica Olinta Alves Gonçalves lamenta o destino do filho, de 17 anos, que se tornou viciado em crack e, depois de trazer muitos problemas para a família, foi encaminhado a uma clínica de recuperação em Belo Horizonte, a 635 quilômetros do lugar onde mora, o pequeno (e pobre) município de Ponto dos Volantes, de 10,7 mil habitantes, localizado no Vale do Jequitinhonha e que tem Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,594. “Não esperava que meu filho fosse encontrar crack aqui, mas, descobri que existia uma boca de fumo na minha rua”, lamenta a doméstica. Aos 28 anos, Fernando garante que quer se livrar do crack.
Por causa do vício, cometeu roubos e assaltos, foi preso e acabou baleado

Como Olinta, muitas outras mães e pais foram surpreendidos com a epidemia do crack que se espalhou rápido pelo país. Levantamento da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) que será apresentado hoje, em Brasília, revela que 63,7% de 4.400 municípios pesquisados enfrentam problemas de saúde decorrentes da droga, que, conforme estudo anterior realizado pela própria CNM, está presente em praticamente todas cidades pesquisadas (98%).
Olinta Alves não consegue conter o choro ao falar do drama do filho, de 17 anos, usuário de crack
O crack deixou de ser problema apenas das grandes cidades – onde as pessoas há muito convivem com o alto consumo da droga – e invadiu municípios pobres, com baixo Índice de Desenvolvimento Humano. Essa realidade é facilmente constatada no Vale do Jequitinhonha, a região mais carente de Minas e uma das mais pobres do país. Moradores do vale sempre conviveram com a seca, o desemprego e a miséria. Agora, junto com a falta de expectativa de melhorias, enfrentam o problema do crack, cujos efeitos devastadores não se restringem à saúde dos viciados e atingem em cheio a estrutura familiar.

Mas por que a droga avançou rápido em áreas carentes como o Jequitinhonha? O fato de a região ser cortada pela BR-116 favorece muito. Isso é verdade, mas há outros fatores para a chegada do crack nas pequenas cidades. Um deles é a facilidade de transportar e esconder a droga. Outro é que os adolescentes e jovens desses municípios não têm dimensão do poder viciante do crack (subproduto da cocaína misturado com outros produtos nocivos à saúde, que podem levar à morte). “Conheço muitos casos de adolescentes que usaram uma vez e se viciaram”, afirma o soldado da Polícia Militar Abrão Costa Martins Júnior, de Itaobim.

Triste realidade: as cracolândias do Vale do Jequitinhonha

Formado em enfermagem e com pós-graduação em tratamento de dependência química, Abrão desenvolve um trabalho de combate às drogas e o encaminhamento de viciados para centros de recuperação em 12 municípios do Jequitinhonha. “Em todos eles já existe o crack, que chegou até a zona rural”, assegura Abrão, que faz palestras para estudantes dentro do Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd), da PM. Em pouco mais de cinco anos, ele já levou mais de 200 adolescentes e jovens para centros de recuperação. “Como o comércio é fácil e os jovens se viciam rapidamente, o crack atraiu muito o interesse dos traficantes, pela possibilidade de lucro fácil”, diz o militar.
Curiosidade
“Experimentei o crack por pura curiosidade, aos 15 anos. Desde a primeira vez que usei, virei viciado. Acabou com minha vida”, declara Fernando (nome fictício), de 28, morador de Itaobim. Na cidade, de 20,9 mil habitantes e IDH de 0,689, também às margens da BR-116, o consumo da droga se multiplica e amplia a violência por conta da formação de gangues de adolescentes e jovens.

“Crack é uma ilusão. Quando a gente usa a primeira vez, dá uma sensação que dura de 10 a 15 segundos. A partir daí é só destruição”, acrescenta Fernando, revelando que já chegou a fumar 50 pedras por dia. Ele não tem receio de contar que, por conta do vício, roubou e assaltou, ficou preso e quase foi morto. Por causa de drogas, levou três tiros. Sobreviveu e se convalesce de um tiro na perna esquerda. Agora, luta para ser encaminhado a um centro de recuperação para se livrar da dependência química.

“Já usei vários tipos de droga, como maconha e cocaína. Mas os efeitos do crack são mais destruidores”, diz. “O conselho que dou é que ninguém ponha uma pedra de crack na boca. Se fizer isso, vai perder tudo, como eu perdi”, acrescenta.

Menino de 14 anos é viciado em crack desde os 11"O TRAFICANTE DISSE QUE ERA BOM"
Em Araçuaí, um menino de 14 anos, franzino, tranquilo, aparentemente sem problemas, fala sobre o vício em crack e seu sofrimento. Por conta das drogas, abandonou a escola. Já esteve internado em um centro para viciados, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, mas voltou a consumir crack. Diz que usou a droga pela primeira vez aos 11 anos, ao aceitar uma pedra oferecida pelo traficante, e acabou se viciando.

Na sua casa, também um irmão, de 16 anos, é usuário e, como ele, largou os estudos.

Você se lembra da primeira vez que fumou a pedra de crack? Quem te ofereceu?Foi um cara aí. Eu estava com um dinheiro no bolso. Aí, ele me ofereceu para vender e falou que era bom.
Você tinha quanto no bolso?Uns R$ 10.
Deu para comprar o quê?Uma pedra.Você tinha quantos anos?
11 anos.
Você quer deixar o vício?Quero.
Quem vende o crack aqui na cidade?
Não sei, não sei não.
O que você recomenda para outros garotos da sua idade quando alguém oferecer uma pedra de crack?Não devem nem olhar, e não aceitar.

 
Fonte: Luiz Ribeiro, jornal Estado de Minas, da Sucursal de Montes Claros

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Gianecchini se emociona ao falar sobre sua doença



Em um depoimento bastante emocionado, o ator Reynaldo Gianecchini falou sobre o seu câncer linfático e o processo pelo qual passou até diagnosticar a doença. O vídeo, divulgado nesta quinta-feira (13), faz parte da campanha Movimento contra o Linfoma, da Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale).
Durante a declaração Gianecchini admite nunca ter imaginado que teria uma doença como o câncer, mas garante que acredita que isso pode ser uma dádiva para ele. “Acho que tem coisas reservadas pra gente que fogem à nossa explicação, mas que talvez lá na frente a gente vai entender perfeitamente e vai até agradecer muito”.

“Acredito que pode ser uma dádiva para mim”, afirma o ator. “Durante este um mês em que eu fiquei esperando o resultado, em vez de eu ficar muito mal, foi o contrário. Eu e minha família, a gente foi se iluminando. Buscando uma força que talvez a gente não soubesse que a gente tinha”.

Gianecchini contou como foram as etapas até seu diagnóstico. "Nunca imaginei que teria essa doença", afirma. "Todo ano tinha uma coisinha. Aí começaram a aparecer umas alergias", relata. Depois da biópsia, ele esperou um mês para ter o diagnóstico oficial com o tipo de linfoma. "Eu tenho linfoma que é um tipo de célula T, que é um pouquinho mais complicado (...). E não bastando ser o T, é um câncer bem raro".
Fonte: G1 e Hoje em Dia. Vídeo: You Tube

Custo da corrupção no Brasil chega a quase R$ 70 bilhões por ano


Custo da corrupção no Brasil chega a quase R$ 70 bilhões por ano

Segundo levantamento da Fiesp, renda per capita do País poderia ser de US$ 9 mil, 15,5% mais elevada que o nível atual.

Um estudo realizado pelo Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) da Fiesp revelou os prejuízos econômicos e sociais que a corrupção causa ao País.

Segundo pesquisa o custo médio anual da corrupção no Brasil representa de 1,38% a 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB), ou seja, gira em torno de R$ R$ 41,5 bilhões a R$ 69,1 bilhões.

No período entre 1990 e 2008, a média do PIB per capita do País era de US$ 7.954. Contudo, o estudo constatou que se o Brasil estivesse entre os países menos corruptos este valor subiria para US$ 9.184, aumento de 15,5% na média do período, equivalente a 1,36% ao ano.

Entre 180 países, o Brasil está na 75ª colocação, no ranking da corrupção elaborado pela Transparência Internacional. Numa escala de zero a 10, sendo que números mais altos representam países menos corruptos, o Brasil tem nota 3,7. A média mundial é 4,03 pontos.

Nação prejudicada


Além disso, o levantamento também traz simulações de quanto a União poderia investir, em diversas áreas econômicas e sociais, caso a corrupção fosse menos elevada.
 Educação – O número de matriculados na rede pública do ensino fundamental saltaria de 34,5 milhões para 51 milhões de alunos. Um aumento de 47,%, que incluiria mais de 16 milhões de jovens e crianças.
 Saúde – Nos hospitais públicos do SUS, a quantidade de leitos para internação, que hoje é de 367.397, poderia crescer 89%, que significariam 327.012 leitos a mais para os pacientes.
 Habitação – O número de moradias populares cresceria consideravelmente. A perspectiva do PAC é atender 3.960.000 de famílias; sem a corrupção, outras 2.940.371 poderiam entrar nessa meta, ou seja, aumentaria 74,3%.
 Saneamento – A quantidade de domicílios atendidos, segundo a estimativa atual do PAC, é de 22.500.00. O serviço poderia crescer em 103,8%, somando mais 23.347.547 casas com esgotos. Isso diminuiria os riscos de saúde na população e a mortalidade infantil.
 Infraestrutura – Os 2.518 km de ferrovias, conforme as metas do PAC, seriam acrescidos de 13.230 km, aumento de 525% para escoamento de produção. Os portos também sentiriam a diferença, os 12 que o País possui poderiam saltar para 184, um incremento de 1537%. Além disso, o montante absorvido pela corrupção poderia ser utilizado para a construção de 277 novos aeroportos, um crescimento de 1383%.



Fonte: FIESP , com a dica de Edinaldo Soares, de Chapada do Norte e Blog do Tim

Vereador se filma usando cueca samba-canção em Belo Horizonte


Vídeo mostra Gêra Ornelas (PSB), de 61 anos, em seu gabinete. Câmara da capital mineira vai investigar o que aconteceu

Um vídeo no qual um vereador de Belo Horizonte é flagrado de cueca samba-canção em seu gabinete foi divulgado durante o final de semana pelo jornal Hoje em Dia. Por meio de nota, a Câmara Municipal de Belo Horizonte informou que, após a revelação do jornal, a Mesa Diretora encaminhou representação ao corregedor da Casa, o vereador Edinho Ribeiro (PT do B), para apuração dos fatos.

Assista aqui o vídeo

Vereador Ornelas Guimarães, conhecido como Gêra Ornelas (PSB), de 61 anos, está em seu quarto mandato e é alvo de duas ações movidas pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPE-MG). Os vídeos foram encontrados por conta destas investigações.

Na 1ª Vara de Fazenda Municipal de Belo Horizonte corre uma ação de improbidade administrativa tendo como réu Gêra Ornelas. O valor da causa é de R$ 291.688,42. O iG tentou localizar o vereador, mas funcionários de seu gabinete informaram que, nesta segunda (17), ele participa de reuniões fora da casa legislativa e não pode ser localizado. O advogado Antônio Patente é quem está falando pelo parlamentar. “Por minha recomendação ele não está falando. Ele aguarda serenamente a decisão 
Ele estaria cobrando comissão sobre os salários de servidores de seu gabinete em troca do emprego e foi denunciado por um funcionário. Em um dos processos, está anexado o vídeo que teria sido filmado pelo próprio vereador. Nas imagens, o parlamentar acaricia os cabelos de uma mulher não identificada e manipula uma caixa de papelão onde estava a câmera, o que indica que ele tinha consciência da filmagem.

O advogado explicou que o vídeo foi feito há 13 anos e há seis houve distribuição para veículos de imprensa, mas as imagens não foram divulgadas.

“O processo está na iminência de ser julgado e acredito que a divulgação das imagens tenha como objetivo influenciar a decisão do juiz. O vídeo foi distorcido para criar escândalo. Ele está fora de contexto. Este vídeo já gerou uma ação contra o vereador e ele foi absolvido”, alegou Patente. Questionado qual o contexto real das imagens, segundo o advogado, editadas, ele disse que “está agregado às mesmas causas da ação (do MP)”, e que por se tratar de processo em segredo de Justiça, não pode fornecer mais detalhes antes do julgamento.

Perfil do vereador

Gêra Ornelas nasceu em 21 de janeiro de 1950 em Jequitinhonha, cidade do Norte do Estado que fica a 676 quilômetros de Belo Horizonte. Na câmara, ele integra a comissão de desenvolvimento econômico, transporte e sistema viário. Solteiro, o parlamentar tem ensino médio completo. Ele declarou em 2008 R$ 300 mil em bens, sendo dois apartamentos em Belo Horizonte, uma fazenda na sua cidade natal e dinheiro em banco.

Fonte: 

domingo, 2 de outubro de 2011

Os escravistas contra Lula



Em meio ao debate sobre a crise econômica internacional, Lula chegou a França. Seria bom que soubesse que, antes de receber o doutorado Honoris Causa da Sciences Po, deveria pedir desculpas aos elitistas de seu país. Um trabalhador metalúrgico não pode ser presidente. Se por alguma casualidade chegou ao Planalto, agora deveria guardar recato. No Brasil, a casa grande das fazendas estava reservada aos proprietários de terras e escravos. Assim, Lula, agora, silêncio, por favor. Os da casa grande estão enojados.

Martín Granovsky, do Página/12, jornal argentino, de Buenos Aires.

Podem pronunciar “sians po”. É, mais ou menos, a fonética de “sciences politiques”. E dizer Sciences Po basta para referir o encaixe perfeito de duas estruturas: a Fundação nacional de Ciências Políticas da França e o Instituto de Estudos Políticos de Paris. Não é difícil pronunciar “sians po”. O difícil é entender, a esta altura do século XXI, como as ideias escravocratas seguem permeando os integrantes das elites sul-americanas. Na tarde desta terça, Richar Descoings, diretor da Sciences Po, entregará pela primeira vez o doutorado Honoris Causa a um latino-americano: o ex-presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva. Descoings falará e, é claro, Lula também.

Para explicar bem sua iniciativa, o diretor convocou uma reunião em seu escritório na rua Saint Guillaume, muito perto da igreja de Saint Germain des Pres. Meter-se na cozinha sempre é interessante. Se alguém passa por Paris para participar como expositor de duas atividades acadêmicas, uma sobre a situação política argentina e outra sobre as relações entre Argentina e Brasil, não está mal que se meta na cozinha de Sciences Po.

Pareceu o mesmo à historiadora Diana Quattrocchi Woisson, que dirige em Paris o Observatório sobre a Argentina Contemporânea, é diretora do Instituto das Américas e foi quem teve a ideia de organizar as duas atividades acadêmicas sobre a Argentina e o Brasil, das quais também participou o economista e historiador Mario Rapoport, um dos fundadores do Plano Fênix há dez anos.

Naturalmente, para escutar Descoings foram citados vários colegas brasileiros. O professor Descoings quis ser amável e didático. Sciences Po tem uma cátedra de Mercosul, os estudantes brasileiros vão cada vez mais para a França, Lula não saiu da elite tradicional do Brasil, mas chegou ao máximo nível de responsabilidade e aplicou planos de alta eficiência social.

Um dos colegas perguntou se era correto premiar alguém que se jacta de nunca ter lido um livro. O professor manteve sua calma e o olhou assombrado. Talvez saiba que essa jactância de Lula não consta em atas, ainda que seja certo que não tem título universitário. Certo também é que, quando assumiu a presidência, em 1° de janeiro de 2003, levantou o diploma que os presidentes recebem no Brasil e disse: “É uma pena que minha mãe morreu. Ela sempre quis que eu tivesse um diploma e nunca imaginou que o primeiro seria o de presidente da República”. E chorou.

“Por que premiam a um presidente que tolerou a corrupção?” – foi a pergunta seguinte.

O professor sorriu e disse: “Veja, Sciences Po não é a Igreja Católica. Não entra em análises morais, nem tira conclusões apressadas. Deixa para o balanço histórico esse assunto e outros muitos importantes, como a instalação de eletricidade em favelas em todo o Brasil e as políticas sociais”. E acrescentou, pegando o Le Monde: “Que país pode medir moralmente hoje outro país? Se não queremos falar destes dias, recordemos como um alto funcionário de outro país teve que renunciar por ter plagiado uma tese de doutorado de um estudante”. Falava de Karl-Theodor zu Guttenberg, ministro de Defesa da Alemanha até que se soube do plágio.

Mais ainda: “Não desculpamos, nem julgamos. Simplesmente não damos lições de moral a outros países”.

Outro colega perguntou se estava bem premiar alguém que, certa vez, chamou Muamar Kadafi de “irmão”.

Com as devidas desculpas, que foram expressadas ao professor e aos colegas, a impaciência argentina levou a perguntar onde Kadafi havia comprado suas armas e que país refinava seu petróleo, além de comprá-lo. O professor deve ter agradecido que a pergunta não tenha mencionado com nome e sobrenome França e Itália.

Descoings aproveitou para destacar Lula como “o homem de ação que modificou o curso das coisas”, e disse que a concepção de Sciences Po não é o ser humano como “uns ou outros”, mas sim como “uns e outros”. Marcou muito o “e”, “y” em francês.

Diana Quattrocchi, como latino-americana que estudou e se doutorou em Paris após sair de uma prisão da ditadura argentina graças à pressão da Anistia Internacional, disse que estava orgulhosa que Sciences Pos desse o Honoris Causa a um presidente da região e perguntou pelos motivos geopolíticos.

“Todo o mundo se pergunta”, disse Descoings. “E temos que escutar a todos. O mundo não sabe sequer se a Europa existirá no ano que vem”.

Na Sciences Po, Descoings introduziu estímulos para o ingresso de estudantes que, supostamente, estão em desvantagem para serem aprovados no exame. O que se chama discriminação positiva ou ação afirmativa e se parece, por exemplo, com a obrigação argentina de que um terço das candidaturas legislativas devam ser ocupadas por mulheres.

Outro colega brasileiro perguntou, com ironia, se o Honoris Causa a Lula fazia parte da política de ação afirmativa da Sciences Po. Descoings observou-o com atenção antes de responder. “As elites não são só escolares ou sociais”, disse. “Os que avaliam quem são os melhores são os outros, não os que são iguais a alguém. Se não, estaríamos frente a um caso de elitismo social. Lula é um torneiro mecânico que chegou à presidência, mas segundo entendi não ganhou uma vaga, mas foi votado por milhões de brasileiros em eleições democráticas”.

Como Cristina Fernández de Kirchner e Dilma Rousseff na Assembleia Geral das Nações Unidas, Lula vem insistindo que a reforma do FMI e do Banco Mundial está atrasada. Diz que esses organismos, tal como funcionam hoje, “não servem para nada”. O grupo BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) ofereceu ajuda para a Europa. A China sozinha tem o nível de reservas mais alto do mundo. Em um artigo publicado no El País, de Madri, os ex-primeiros ministros Felipe González e Gordon Brown pediram maior autonomia para o FMI. Querem que seja o auditor independente dos países do G-20, integrado pelos mais ricos e também, pela América do Sul, pela Argentina e pelo Brasil. Ou seja, querem o contrário do que pensam os BRICS.

Em meio a essa discussão, Lula chega a França. Seria bom que soubesse que, antes de receber o doutorado Honoris Causa da Sciences Po, deve pedir desculpas aos elitistas de seu país. Um trabalhador metalúrgico não pode ser presidente. Se por alguma casualidade chegou ao Planalto, agora deveria guardar recato. No Brasil, a casa grande das fazendas estava reservada aos proprietários de terras e escravos. Assim, Lula, agora, silêncio, por favor. Os da casa grande estão enojados.

Tradução: Katarina Peixoto
Fotos: Ricardo Stuckert/Instituto Lula - divulgação